Na tradição rio-platense, o sétimo filho homem consecutivo de uma família corre o risco de se transformar nessa criatura nas noites de lua cheia, perambulando entre túmulos. Essa crença era tão forte que a Argentina instituiu, em 1907, uma lei real: o presidente do país se torna padrinho de batismo de cada sétimo filho nascido no território, numa tentativa oficial de quebrar simbolicamente a maldição.
Espírito da morte associado a cemitérios e à transformação licantrópica: na tradição rio-platense, diz-se que o sétimo filho homem consecutivo de uma família se transforma em luison nas noites de lua cheia, especialmente às sextas-feiras, perambulando entre túmulos e devorando carniça.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Luison ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.