Na França, o medo do homem-lobo era tão real que virou questão jurídica: tratados oficiais ligavam essa transformação a pactos com o Diabo, e tribunais inteiros condenaram e executaram pessoas acusadas de virar lobo à noite, atacando gado e gente. O herdeiro direto desse pânico medieval atravessou o Atlântico junto com colonos franceses, dando origem a uma lenda igualmente assustadora do outro lado do oceano.
Humano que se transforma em lobo (ou híbrido lupino) por maldição, pacto ou pele/cinto mágico, atacando gado e pessoas à noite. Recupera a forma humana ao amanhecer, muitas vezes ferido onde o lobo o foi.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Loup-garou ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.