Diferente do dragão ocidental, devorador de tesouro e inimigo de heróis, esse dragão chinês é fundamentalmente bom: controla a chuva e os rios, essenciais pra agricultura inteira de um país. Tão sagrado que, a partir de uma dinastia específica, só o imperador podia usar a versão de cinco garras, nobres ficavam com quatro, e o povo comum, só três, uma hierarquia visual rigidamente definida e protegida por lei.
Serpente alongada e benevolente, sem asas, capaz de voar pelo controle de nuvens e voar sem precisar delas, associada à água, chuva, rios e ao poder imperial; diferente dos dragões ocidentais, é fundamentalmente uma força benéfica e auspiciosa.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Long Chinês ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.