Na Argentina, a crença de que o sétimo filho homem vira lobisomem era tão forte que virou política oficial de estado: até hoje, o presidente do país é convidado a ser padrinho de batismo de cada sétimo filho varão nascido no território, justamente pra tentar quebrar essa maldição antiga. Uma lenda popular tão poderosa que atravessou o folclore e foi parar direto no protocolo oficial do governo.
Sétimo filho homem que, por maldição, transforma-se em criatura lupina nas noites de sexta-feira (sobretudo de lua cheia), vagando por cemitérios e currais. Na vertente guarani, é o luison, o sétimo e mais terrível filho de Tau e Keraná, senhor da morte.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Lobizón ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.