Antes do dragão alado de quatro patas dominar as lendas europeias, existia uma versão bem mais antiga e arrepiante: uma serpente gigante sem asas, rastejando pelo chão, que dormia sobre um tesouro amaldiçoado. Um anão guloso foi transformado nessa criatura por causa da própria ganância, e só foi derrotado por um herói que provou seu sangue, ganhando, de quebra, o poder de entender a língua dos pássaros.
Dragão sem asas, de corpo serpentino e geralmente dois braços dianteiros (ou nenhum), que rasteja como cobra gigante. Vive em tocas e montanhas, exala veneno e, na versão nórdica, dorme sobre o ouro amaldiçoado.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Lindworm ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.