Uma lenda medieval conta que ela foi a primeira mulher de Adão, feita do mesmo barro que ele, do mesmo jeito, ao mesmo tempo. Mas ela se recusou a se submeter, pronunciou o nome sagrado de Deus e fugiu pra sempre do paraíso. Por séculos foi descrita como demônia perigosa, inimiga de bebês e mães. Hoje, em movimentos modernos, ela foi resgatada como símbolo de uma mulher que escolheu a própria liberdade acima de tudo.
Espírito noturno feminino, sedutor e mortífero, ligado ao vento, à esterilidade e à morte de recém-nascidos e parturientes. Na tradição judaica torna-se Lilith, demônia de longos cabelos e asas, inimiga das crianças e das mães.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Lilitu ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.