Imagine um azar tão literal que tem corpo: uma criatura magra, alta, com um único olho, que gruda em você assim que vocês se encontram, e nunca mais te solta. Num conto popular russo, um homem curioso demais foi atrás dessa criatura só pra conhecê-la de perto, e quase foi devorado, escapando vivo, mas perdendo a própria mão no processo. A lição é direta: nunca vá procurar o azar de propósito.
Espírito do infortúnio, geralmente descrito como uma criatura magra e alta de um olho só (Likho de um olho), por vezes velha esquálida, que se gruda à pessoa e a arruína. Quem a encontra e a leva consigo atrai miséria, fome e morte.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Likho ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.