Velocíssima, do tamanho de um burro, com cabeça de texugo e uma boca que se abre de orelha a orelha sem nenhum dente, só uma lâmina óssea contínua: essa criatura tinha um truque especialmente cruel. Ela conseguia imitar perfeitamente vozes humanas, atraindo vítimas confiantes que pensavam estar ouvindo alguém pedindo ajuda, até ser tarde demais pra perceber o engano.
Híbrido velocíssimo do tamanho de um asno, com pernas de cervo, peito e cauda de leão, cabeça de texugo, casco fendido e uma boca que se rasga de orelha a orelha, sem dentes — apenas uma única lâmina óssea contínua. Imita a voz humana para atrair vítimas.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Leucrota ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.