Corpo de touro, asas de águia, rosto humano com barba trançada e uma coroa de chifres na cabeça: essas estátuas colossais ficavam em pares nos portões dos palácios assírios, esculpidas com cinco patas só pra parecerem imóveis de frente e em movimento de lado. Muitas sobreviveram milhares de anos, até que, em 2015, várias foram destruídas deliberadamente, transformando essas guardiãs antigas em símbolo urgente de um patrimônio que pode desaparecer.
Ser híbrido de corpo de touro ou leão, asas de águia e cabeça humana barbada coroada por tiara de chifres. Erguido em pares colossais nos portões dos palácios, é divindade tutelar protetora (a forma feminina é apsû/lamassu; a alada masculina, shedu).
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Lamassu ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.