No jardim mais distante do mundo conhecido pelos gregos, uma serpente de cem cabeças se enrola sem parar ao redor de uma árvore de maçãs douradas, nunca dormindo, nem por um segundo. Um herói precisava roubar aquelas maçãs como um de seus trabalhos mais impossíveis. Depois de morta, a serpente foi erguida aos céus, e ainda hoje você pode ver a constelação que carrega sua forma enrolada ao redor do polo da Terra.
Serpente-dragão de cem cabeças (segundo alguns), filho de Tífon e Equidna ou de Fórcis e Ceto, que enrola seu corpo na macieira de ouro do jardim das Hespérides, no extremo ocidente, e nunca dorme.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Ládon ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.