Uma mulher de branco vaga eternamente à beira de rios mexicanos, chorando "Ai, meus filhos!" repetidamente na escuridão. Ela mesma afogou os próprios filhos, por amor ou por despeito, e agora atrai e afoga crianças e homens que cruzam seu caminho à noite. Essa lenda carrega, por trás dela, o trauma profundo da conquista colonial, e se espalhou por todo o México e a América hispânica em centenas de versões diferentes.
Espectro de uma mulher de branco que, tendo afogado os próprios filhos por amor ou despeito, vaga eternamente à beira de rios e lagos chorando 'Ay, mis hijos!'. Atrai e afoga crianças e homens que encontra à noite.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura La Llorona ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.