Esse espírito da fertilidade guarani, baixo e peludo, com características sexuais exageradas, persegue mulheres desacompanhadas na floresta paraguaia, um aviso ancestral contra se aventurar sozinha na mata. Mas narrativas modernas reinterpretaram completamente essa figura: hoje, em algumas versões, ele virou protetor dos animais selvagens, punindo caçadores que matam demais, transformando uma ameaça antiga em guardião ecológico.
Espírito da fertilidade de estatura baixa, peludo, com características sexuais exageradas notórias, que habita a floresta e persegue mulheres, especialmente as desacompanhadas; em algumas narrativas, é também protetor de animais selvagens contra caçadores excessivos.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Kurupi ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.