Imagine só uma cabeça flutuando na escuridão tailandesa, bela, mas com todas as vísceras penduradas embaixo dela, brilhando como brasas. O corpo fica parado em algum lugar enquanto a cabeça caça sozinha, atrás de sangue. E o que ela mais procura, o que mais aterroriza qualquer mãe grávida, é exatamente o que parece impossível de imaginar: ela tem fome de placentas e de fetos ainda não nascidos.
Espírito que se manifesta à noite como uma cabeça feminina flutuante, em geral bela, com as vísceras (esôfago, estômago, intestinos, coração e pulmões) penduradas e brilhando na escuridão. O corpo permanece imóvel em algum lugar enquanto a cabeça caça.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Krasue ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.