Na entrada de quase todo santuário xintoísta do Japão, dois leões-cães de pedra ficam parados em pares: um com a boca aberta, pronunciando um som sagrado, outro com a boca fechada, pronunciando outro. Juntos, eles formam o equivalente japonês de "alfa e ômega", representando o início e o fim de absolutamente tudo, guardando a passagem entre o mundo comum e o mundo sagrado há mais de mil anos.
Dupla de leões-cães estilizados colocados em pares simétricos: um de boca aberta pronunciando o som sagrado "a" e outro de boca fechada pronunciando "un" (juntos, "a-un", equivalente ao alfa-ômega ou OM), simbolizando o início e o fim de tudo.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Komainu ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.