Dentro das minas da Cornualha, mineiros ouviam batidas estranhas vindas das paredes de rocha, e tinham um ritual fixo: deixar pedaços de comida como oferenda antes de comer, pra agradar os pequenos espíritos responsáveis por aquele som. Se respeitados, esses espíritos guiavam os mineiros até veios ricos de minério. Se ofendidos, causavam desabamentos, uma crença que, na prática, ensinava atenção real aos sinais geológicos de perigo.
Pequenos espíritos ou duendes que habitam minas subterrâneas, identificados pelo som de batidas (knocking) que produzem nas paredes das galerias; podem guiar mineiros a veios ricos de minério se respeitados, ou causar desabamentos se ofendidos ou desrespeitados.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Knocker ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.