Antes mesmo dos deuses nórdicos existirem, já existiam eles: gigantes primordiais que personificam as forças mais selvagens da natureza, o gelo, o fogo, a montanha, o mar. O próprio mundo foi criado a partir do corpo de um deles. E mesmo assim, Odin descende dessa linhagem, e Loki é literalmente um deles. Inimigos e parentes ao mesmo tempo, numa relação familiar tão complicada quanto qualquer mitologia já contou.
Seres de grande poder e antiguidade, habitantes de Jotunheim, que personificam as forças primordiais e caóticas da natureza — o gelo, a montanha, o mar, o fogo. Nem sempre gigantescos no tamanho, são adversários e, por vezes, aliados ou parentes dos deuses.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Jötunn ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.