Diz a lenda que uma mãe americana, ao dar à luz seu décimo terceiro filho, amaldiçoou a própria criança num momento de desespero. O bebê nasceu já monstruoso, com cabeça de cavalo, asas de morcego e cascos no lugar dos pés, e fugiu voando direto pela chaminé da casa. Em 1909, uma onda enorme de avistamentos e pegadas misteriosas na floresta de Nova Jersey fixou essa criatura nos jornais pra sempre.
Ser alado bípede com cabeça de cavalo ou bode, asas de morcego, cascos, cauda bifurcada e garras; solta um grito agudo e voa sobre os pinhais. Diz-se ser o décimo terceiro filho amaldiçoado de Mother Leeds, nascido monstro e fugido pela chaminé.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Jersey Devil ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.