Um javali gigantesco e feroz devastava uma montanha grega inteira, e dessa vez o herói tinha uma missão diferente: não podia matá-lo, precisava capturá-lo vivo. A solução foi pura estratégia: encurralar a fera na neve profunda do topo da montanha, onde ela ficou presa e indefesa. Quando o herói voltou carregando o javali vivo nos ombros, o rei que tinha dado a missão ficou tão apavorado que se escondeu dentro de um vaso enorme.
Javali gigantesco e feroz que devastava as encostas do monte Erimanto, na Arcádia. Diferente das feras letais dos outros trabalhos, devia ser capturado vivo, não morto.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Javali de Erimanto ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.