Diferente de todos os seus seis irmãos monstruosos, esse aqui parece uma criança loira e linda, carregando uma bengala de ouro mágica. É exatamente por isso que ele é tão perigoso: na hora da sesta, quando crianças desobedientes saem ao sol forte do meio-dia em vez de descansar, ele aparece e as leva pra dentro da mata, ensinando, à força, o costume guarani de descansar no horário certo.
Ao contrário dos irmãos, tem forma de criança ou anão belo, loiro, nu, portando uma bengala de ouro mágica (yvyra'i marangatu). Sai na hora da sesta para atrair crianças que desobedecem e saem ao sol do meio-dia, levando-as para a mata.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Jasy Jatere ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.