Metade águia, metade cavalo, essa montaria alada nasceu de uma piada antiga sobre o impossível: um grifo, que odeia cavalos, jamais teria um filho com uma égua. Um poeta italiano decidiu inventar exatamente essa criatura impossível, e a transformou em montaria capaz de voar até a própria Lua, levando heróis pelos ares numa das aventuras mais fantásticas já escritas.
Montaria alada com a metade dianteira de águia (cabeça, asas e garras) e a traseira de cavalo. No Orlando Furioso, é cavalgada por Rogério e por Astolfo, levando heróis pelos ares até a Lua e a terras distantes.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Hipogrifo ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.