No mesmo telhado onde vive o cervo sagrado, uma cabra se alimenta das folhas de uma árvore mágica. Mas de suas tetas não escorre leite comum: escorre hidromel, em quantidade infinita, enchendo todos os dias um caldeirão gigante. Esse hidromel alimenta os guerreiros mortos mais corajosos da mitologia nórdica, que lutam e festejam sem parar, esperando pelo fim do mundo num banquete que nunca acaba.
Cabra que se posta no telhado do Valhala e se alimenta das folhas da árvore Léraðr; de suas tetas flui não leite, mas hidromel, em quantidade inesgotável, que enche diariamente um grande caldeirão para abastecer os einherjar — os guerreiros mortos que banqueteiam no salão de Odin.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Heiðrún ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.