Rosto de mulher, corpo de ave de rapina, e velocidade comparável à do próprio vento. Essas criaturas foram enviadas para punir um rei: toda vez que ele tentava comer, elas roubavam ou sujavam sua comida, condenando-o à fome eterna. Só os filhos de um deus do vento conseguiram finalmente expulsá-las e libertar o rei daquela maldição impossível.
Seres alados de rosto de mulher e corpo de ave de rapina, velozes como o vento. Raptam pessoas e alimentos e poluem o que tocam com sua imundície e fedor. Seus nomes (Aelo, Ocípete, Celeno) evocam tempestade e velocidade.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Harpia ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.