No palácio real de Seul, estátuas de uma besta leonina com chifre na testa guardam a cidade contra um inimigo bem específico: o fogo. Os coreanos acreditavam que a montanha próxima emitia uma energia perigosa de incêndios, e essa criatura, ligada à água, conseguia equilibrar essa força. Em 2009, ela virou oficialmente o mascote símbolo de Seul, prova de que essa lenda antiga continua viva até hoje.
Besta leonina com escamas, um chifre na testa, sino ou guizo no pescoço e corpo coberto de pelos, capaz de distinguir o certo do errado. Na Coreia, é sobretudo guardiã contra o fogo e as calamidades.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Haetae ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.