Uma mulher de roupas brancas, cabelos negros longos cobrindo o rosto pálido, sem pernas visíveis: essa é a imagem mais clássica do fantasma coreano. Ela não morre em paz porque carrega um ressentimento profundo, han, uma dor jamais resolvida. Na maioria das histórias, ela nem busca vingança de verdade, só quer que sua injustiça finalmente venha à luz. Quando isso acontece, ela enfim consegue partir.
Espírito de um morto que permanece no mundo dos vivos por causa de um ressentimento ou assunto pendente (han). A imagem mais clássica é a de uma mulher de roupas brancas fúnebres (sobok), longos cabelos negros caídos sobre o rosto pálido, sem pernas visíveis.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Gwishin ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.