Um pequeno ser de apenas duas palmas de altura atravessa a rocha sólida como se fosse água, vivendo escondido no subsolo, longe da luz do sol que ele odeia. Um alquimista do século dezesseis o descreveu como guardião natural de minas e tesouros enterrados. Hoje, essa figura erudita e misteriosa virou aquela estatueta simpática que decora jardins do mundo inteiro, quase irreconhecível da lenda original.
Elemental da terra, o gnomo habita o subsolo e atravessa a rocha como o peixe atravessa a água. Guardião de minas e tesouros, é descrito por Paracelso como pequeno, de duas palmas de altura, avesso à luz do sol.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Gnomo ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.