No meio do deserto árabe, um viajante solitário avista uma mulher belíssima caminhando sozinha à noite. Ele se aproxima pra ajudar. Grande erro. Aquilo não é uma mulher, é um demônio que muda de forma só pra atrair quem viaja desacompanhado, e que se alimenta nos cemitérios dos mortos recém enterrados. As Mil e Uma Noites contam histórias assim pra explicar por que ninguém deveria cruzar o deserto sozinho.
Demônio do deserto, espécie de djinn maligno, que muda de forma — em especial em mulher ou em animal — para atrair viajantes solitários, matá-los e devorá-los. Frequenta cemitérios e ermos, alimentando-se de cadáveres.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Ghoul ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.