Metade homem, metade águia, essa criatura nasceu com uma única missão: libertar sua própria mãe da escravidão. Pra conseguir, roubou o néctar sagrado da imortalidade dos próprios deuses, um feito impossível que o tornou aliado eterno de Vishnu. E criou, ao mesmo tempo, uma inimizade ancestral contra todas as serpentes do mundo, que dura até hoje em templos espalhados pela Ásia.
Ser de enorme poder, meio homem, meio águia: corpo humano, asas, bico, garras e por vezes face de ave. Rei dos pássaros, inimigo jurado das serpentes (naga), brilha como o fogo e move-se com a velocidade do vento.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Garuda ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.