Acorrentado diante da caverna que leva ao reino dos mortos nórdico, vive o maior cão sanguinário de toda a mitologia. Seu uivo terrível é o sinal de que o fim do mundo está prestes a começar. Quando esse momento finalmente chega, ele se solta das correntes e enfrenta um dos deuses mais poderosos, e os dois se matam mutuamente naquele exato confronto, selando o destino de ambos para sempre.
Cão sanguinário, dito o maior dos cães, acorrentado diante de Gnipahellir, a caverna que dá acesso a Hel, o reino dos mortos. Seu uivo terrível anuncia o Ragnarök; nesse fim do mundo, ele se solta e enfrenta o deus Týr, e ambos se matam mutuamente.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Garmr ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.