Olhe pra cima na próxima vez que passar por uma catedral antiga, e talvez encontre um rosto monstruoso te encarando do telhado. Aquilo não é só decoração: a função original era escoar a água da chuva pela boca aberta, longe das paredes de pedra. Mas a crença popular foi além: diziam que aquelas criaturas grotescas afastavam o mal e lembravam todo mundo do que ficava do lado de fora da igreja.
Escultura grotesca em forma de criatura monstruosa, colocada nas bordas dos telhados das catedrais góticas para escoar a água da chuva pela boca. Por extensão, designa também figuras grotescas decorativas sem função de calha (quimeras arquitetônicas).
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Gárgula ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.