Músico celestial, guardião da bebida sagrada da imortalidade, esse espírito também deu nome a um tipo bem específico de casamento na lei hindu antiga: a união por puro amor e consentimento mútuo, sem nenhum ritual formal, considerada própria de guerreiros apaixonados. Junto com as apsaras, ele anima os banquetes dos deuses com música, formando um dos casais celestiais mais antigos de toda a mitologia indiana.
Seres masculinos semidivinos, mestres da música e do canto que animam a corte dos deuses. Habitam o céu e os ares, são exímios cantores e instrumentistas, e por vezes têm corpo meio humano e meio ave ou cavalo.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Gandharva ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.