Os deuses nórdicos sabiam, por profecia, que esse lobo gigante um dia mataria o próprio Odin. Pra impedir isso, prenderam-no com uma corrente mágica feita de coisas impossíveis de existir, como a barba de uma mulher e o som dos passos de um gato. Um deus teve que sacrificar a própria mão, colocada na boca do lobo como prova de boa-fé, só pra conseguir prendê-lo. E mesmo assim, a profecia continuou de pé.
Lobo monstruoso, filho de Loki e da giganta Angrboda, irmão de Jörmungandr e Hel. Cresce tão temível que os deuses o acorrentam; no Ragnarök, rompe os grilhões, devora Odin e é morto por Vídar.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Fenrir ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.