Um pai cavalga na noite, com o filho doente apertado nos braços, tentando chegar em casa a tempo. Mas o menino vê algo que o pai não consegue ver: um rei sobrenatural da floresta, sussurrando promessas sedutoras, tentando levá-lo embora pra sempre. Esse poema alemão, escrito há mais de duzentos anos, ainda hoje arrepia, porque nunca fica claro se a criança está alucinando ou se aquele rei é absolutamente real.
Rei sobrenatural da floresta, espírito sedutor e mortal que aparece a viajantes — sobretudo a crianças — atraindo-os para a morte. No poema de Goethe, persegue um menino doente nos braços do pai, que cavalga pela noite, até a criança morrer.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Rei dos Elfos ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.