No telhado do salão dos heróis mortos nórdicos, um cervo se alimenta tranquilamente das folhas de uma árvore sagrada. De seus próprios chifres, pinga água, gota a gota, que escorre até uma fonte mágica. E é dessa única fonte, segundo a mitologia nórdica, que nascem absolutamente todos os grandes rios do mundo inteiro, um ciclo eterno começando no topo de um telhado celestial.
Cervo (ou veado) que se posta no telhado do Valhala, alimentando-se das folhas da árvore Léraðr (associada à Yggdrasil). De seus chifres pinga água que escorre até a fonte Hvergelmir, da qual nascem todos os grandes rios do mundo.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Eikþyrnir ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.