Um cavaleiro sem cabeça cavalga à noite pelos campos da Irlanda, carregando a própria cabeça debaixo do braço, com um sorriso que vai de orelha a orelha. Quando ele finalmente para o cavalo em frente a uma casa, é porque está prestes a chamar o nome de alguém que vai morrer. Ninguém deve olhar diretamente pra ele: a punição é sangue jogado nos próprios olhos.
Cavaleiro decapitado que carrega a própria cabeça sob o braço, montado num cavalo negro. Usa um chicote feito de coluna vertebral humana e, ao parar, pronuncia o nome de quem está prestes a morrer. É um arauto da morte.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Dullahan ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.