Alguns mortos, segundo os antigos nórdicos, simplesmente se recusavam a descansar. Saíam de seus túmulos com força sobre-humana, corpo inchado e enegrecido, cheirando a morte, pra guardar seu tesouro e atacar quem se aproximasse. A única forma de impedir seu retorno era enfrentá-lo dentro do próprio túmulo, decapitá-lo, e queimar o corpo até não sobrar nada.
Defunto que permanece animado em seu túmulo (haugr), dotado de força sobre-humana, corpo inchado e enegrecido, e fedor de morte. Guarda seu tesouro funerário, ataca os vivos e pode aumentar de tamanho e peso.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Draugr ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.