Crianças do mundo inteiro de língua espanhola cresceram ouvindo: "durma, ou o cucuy vem te buscar". O mais assustador desse monstro é que ele nunca tem forma definida, é só um vulto, uma sombra, algo indefinido nos cantos escuros do quarto. Um pintor espanhol famoso chegou a eternizar essa figura numa de suas obras, criticando o próprio medo que pais incutiam nos filhos através dessa superstição antiga.
Monstro do papão que vem buscar crianças desobedientes que não dormem ou se portam mal. Sua forma é deliberadamente vaga — vulto, sombra, ser disforme nos cantos escuros —, pois o terror está justamente na indefinição.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Cucuy ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.