"Dorme, neném, que a cuca vem pegar": essa cantiga assustou gerações inteiras de crianças brasileiras antes de dormir. Mas foi um escritor famoso quem deu rosto definitivo a essa bruxa: cabeça de jacaré, cabelos louros e unhas enormes, sempre pronta pra raptar crianças que não obedecem. Antes disso, ela já existia em Portugal, como um monstro-serpente das festas religiosas.
Bicho-papão usado para assustar crianças, sobretudo as que não querem dormir. Em Monteiro Lobato, ganha forma fixa de bruxa velha com cabeça de jacaré, cabelos louros, unhas grandes e índole maléfica, que rapta crianças.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Cuca ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.