Imagine alguém tão mau em vida que, depois de enterrado, a própria terra se recusa a aceitá-lo, expelindo seu corpo de volta. Nem o Diabo o quer. Condenado a vagar ressecado e endurecido pra sempre, sem poder morrer de vez nem descansar, ele ataca viajantes noturnos, o castigo máximo de uma tradição que acreditava que até o solo sagrado podia recusar um pecador.
Cadáver de uma pessoa tão má em vida que nem a terra o aceita: enterrado, é expelido do solo, e nem o Diabo o quer. Vaga ressecado e endurecido, atacando viajantes noturnos, sem poder morrer de vez nem descansar.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Corpo-seco ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.