Cabeça, asas e pernas de galo, sobre um corpo de réptil com cauda de cobra: essa mistura impossível mata só com o olhar, igual o basilisco, com quem é constantemente confundido. A crença era tão forte na Idade Média que galinheiros eram vigiados de perto: se um galo botasse um ovo, e isso de fato acontecia às vezes por anomalia natural, o medo era de que aquele ovo chocasse exatamente essa fera.
Híbrido de galo e serpente: cabeça, asas e pernas de galo sobre corpo e cauda de réptil. Como o basilisco, mata com o olhar e o hálito venenoso. Nasceria de um ovo posto por um galo e chocado por um sapo ou serpente.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Cocatriz ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.