Dois heróis gêmeos maias precisam atravessar a temida Casa dos Morcegos no submundo, e um deles comete um erro fatal: espia a luz do amanhecer do lado de fora do esconderijo. Uma divindade-morcego o decapita instantaneamente. Os deuses recuperam a cabeça perdida e a substituem por uma abóbora, só pra que a jornada impossível desses heróis pudesse continuar, mesmo depois de uma perda tão brutal.
Divindade morcego antropomorfa, senhor da Casa dos Morcegos (Zotzilaha) no Xibalbá (submundo maia), que decapita o herói gêmeo Hunahpú quando este se expõe ao espreitar a luz do amanhecer fora de seu esconderijo.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Camazotz ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.