Na América Central, dois cães enormes de olhos brilhantes vagam pelas estradas à noite, e são completamente opostos. Um é branco e protege quem caminha sozinho no escuro. O outro é negro, e ameaça os bêbados, os violentos e os infiéis. Às vezes os dois se enfrentam direto na estrada, brigando pela alma de quem está passando por ali.
Espírito em forma de cão grande de olhos brilhantes, que surge à noite nos caminhos. Existe em dois tipos: o cadejo branco, protetor, que guarda os viajantes, e o cadejo negro, maligno, que ameaça, assusta ou mata, sobretudo os bêbados e mal-intencionados.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Cadejo ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.