Em pântanos e lagoas remotas da Austrália, bramidos terríveis ecoam à noite, e povos aborígenes avisam há gerações: não se aproxime demais da água escura. Colonizadores europeus, intrigados, ligaram essa lenda a ossos fósseis enormes de animais extintos há muito tempo, encontrados enterrados próximo a esses mesmos lugares considerados sagrados e perigosos pela tradição aborígene original.
Monstro que habita pântanos, lagoas, billabongs e leitos de rio, descrito de formas variadas — com presas, barbatanas, pelo ou penas, focinho de cão ou cavalo, cauda e garras. Solta bramidos terríveis à noite e devora quem se aproxima da água.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Bunyip ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.