Numa noite escura, no meio do mato brasileiro, surge uma cobra de fogo deslizando entre as árvores, brilhando sozinha na escuridão. Diz a lenda que ela protege a mata e persegue quem ateia incêndios. Uma das versões mais antigas conta que ela nasceu depois de um grande dilúvio, alimentando-se dos olhos de animais mortos, até se tornar pura luz, cega de dia e poderosa à noite.
Serpente de fogo, descrita como uma grande cobra luminosa ou um fogo-fátuo que percorre campos e matas à noite. Protege as matas contra os que ateiam fogo e persegue quem queima a vegetação ou destrói a natureza.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Boitatá ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.