Em 1577, durante uma tempestade violenta, um cão negro gigantesco com um único olho flamejante teria irrompido dentro de uma igreja inglesa, matando fiéis ali mesmo durante o culto e deixando marcas de garras profundas na porta de madeira, marcas que, segundo dizem, ainda podem ser vistas até hoje. Esse episódio real se tornou a raiz de toda a tradição britânica de cães-fantasma que viria depois.
Enorme cão negro de olho(s) único(s) flamejante(s) como brasa, que percorre estradas, costas e cemitérios à noite. Em Bungay, teria irrompido na igreja durante uma tempestade, matando fiéis e deixando marcas de garras na porta (vistas até hoje).
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Black Shuck ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.