Uma ave de uma perna só, vermelha com manchas azuis, aparece sempre antes de um incêndio na China antiga. Seu próprio nome imita o som estranho que ela emite. Associada diretamente ao deus do fogo, ela é a versão chinesa da imagem universal de que o fogo é vivo, errático e imprevisível, andando sozinho pelo mundo como um presságio que ninguém quer ver chegar.
Ave semelhante a um grou, de uma só pata, plumagem vermelha com manchas azuis e bico branco. Onde aparece, anuncia ou provoca incêndios; seu próprio nome imita o som que emite (bi-fang).
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Bifang ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.