Em 1474, na cidade suíça de Basileia, um galo velho foi formalmente julgado e condenado à fogueira por um crime bizarro: supostamente ter posto um ovo. O medo era que aquele ovo chocasse um basilisco mortal. Esse julgamento real e documentado de um animal acabou se transformando, séculos depois, em símbolo oficial da cidade, presente até hoje em fontes, estátuas e no brasão de Basileia.
Criatura híbrida de galo e serpente/sapo, nascida segundo a lenda de um ovo posto por um galo velho e chocado por um sapo, cujo olhar ou hálito mortal podia matar instantaneamente; associada especificamente a casos históricos documentados em Basileia.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Basilisco de Basileia ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.