Em Bali, uma criatura leonina de juba dourada, manipulada por dois dançarinos, enfrenta eternamente uma bruxa monstruosa numa dança ritual sagrada, sem que nenhum dos dois jamais vença de verdade. Esse confronto representa o equilíbrio perfeito entre o bem e o mal na cosmologia balinesa, tão poderoso que o ritual às vezes termina com dançarinos em transe voltando adagas contra o próprio corpo, protegidos pela presença do leão sagrado.
Criatura leonina fantástica, de longa juba dourada, máscara expressiva com olhos esbugalhados e mandíbula estalante, corpo coberto de pelos e espelhos. Manipulado por dois dançarinos, é o protetor da comunidade e o adversário eterno da bruxa Rangda.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Barong ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.