Um imperador chinês lendário encontrou, durante uma viagem, uma criatura capaz de falar a língua dos homens e que conhecia a natureza de todos os onze mil e quinhentos seres sobrenaturais do mundo inteiro. Ele mandou registrar tudo num livro: cada monstro, cada forma, cada jeito de se proteger deles. Esse livro se perdeu há séculos, mas o conhecimento que ele continha foi citado e repassado por gerações inteiras.
Criatura de aparência leonina ou bovina, por vezes com chifres, olhos no corpo e dom da palavra. Conhece a natureza de todos os seres sobrenaturais do mundo e fala a língua dos homens, sendo a suprema autoridade sobre os espíritos.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Bai Ze ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.