Pergunte a um cosmógrafo islâmico medieval o que sustenta o mundo inteiro, e ele te dará uma resposta em camadas: a terra repousa sobre um touro, o touro sobre uma rocha, a rocha sobre um peixe tão colossal que toda a água dos oceanos do planeta caberia numa única narina dele. Essa criatura é a base literal e final de toda a estrutura cósmica, flutuando sozinha num oceano sem fundo.
Peixe colossal de proporções inconcebíveis que sustenta toda a estrutura cósmica: a terra repousa sobre um touro, o touro sobre uma rocha, a rocha sobre o bahamut, que flutua em um oceano abissal sem fundo — base última e literal de toda a criação material.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Bahamut ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.