Um bando inteiro de aves monstruosas, de bicos e garras de bronze, infestava um lago grego, lançando as próprias penas como flechas mortais contra qualquer um que se aproximasse. Era impossível alcançá-las no meio daquele pântano denso. A solução veio de um instrumento divino: matracas de bronze tão barulhentas que assustaram as aves e as fizeram voar pro alto, onde finalmente puderam ser abatidas a flechadas.
Bando de aves monstruosas, consagradas a Ares, que infestava o lago Estínfalo, na Arcádia. Tinham bicos, garras e penas de bronze, lançavam as penas como flechas e devoravam homens.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Aves do Estínfalo ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.